domingo, 15 de abril de 2007

Motorcycle Mama











Fotos: Daniel Watanabe

Nós começamos o Motorcycle Mama em 1990, ele se chamava Os Egoístas. Lá pelos meados de 93 mudou o nome pelo qual atravessou a decada de noventa quase toda.
Os caras são meus amigos a muito tempo, portanto sujeitos a encontros, desencontros e desentendimentos.
Porém existe uma ligação afetiva que não nos separa nunca. Sem contar que eles estiveram comigo em momentos bons e nos mais ruins também. Abaixo segue texto feito pelo Loi falando do Motorcycle.
Ah já ia esquecendo, eles continuam na ativa mais com outra formação e com a adição de novos músicos e instrumentos, e hoje são conhecidos pela alcunha de "Motormama".
"A coisa toda começou em junho de 1990, quando a dupla J & J, ou melhor Jefferson (bateria) e Joca (baixo), trabalhavam num projeto paralelo chamado "Os 10 Maçãs". Ai apareceu um sujeito chato de pálpebras caídas rosnando em cima do som dos caras. A união de Reginaldo (guitarra e vocal) foi satisfatória fazendo com que o projeto paralelo desaparecesse, dando lugar para "Os Egoístas". Segundo Joca as músicas deles "eram uma coisa meio new wave, sem humor e com muito intelectualismo". Traziam traços de suas influências (The Fall, Velvet Underground, Gang of Four, Iggy Pop e outros).
Confrontando-se com a explosão do Rock Garage Americano e realizando parcos shows em RP, a coisa começou a mudar da "grozelha pra cachaça". Com a gravação da 3ª demo o nome da banda mudou de "Os Egoístas" para "Motorcycle Mama" e o som adquire traços de hardcore e rock pesado. Os MoMas caíram na estrada e realizaram shows em Sampa, Curitiba, São Carlos e em RP, junto com outras bandas. Pra terminar, a banda esta com a 4ª demo"Sonic Shampoo Disaster", com um som completamente pesado e massacrante. Se você não bota uma fé, liga pros cara e pede uma, Falô?"
Loy (matéria publicada no zine Dependência em 1993)


Um comentário:

Denis Porto Renó disse...

Cara, como é engraçado ver essas fotos. Isso me lembra uma banda de amigos que eu tinha que ensaiavam em minha casa. Era uma zona. Eu dava umas palhas na gaita e todos chapavam o côco depois dos ensaios. Agora, com 35 anos, percebo que o tempo não passou nada, e que as coisas aconteceram aqui ou em SJCampos, onde morava. Estarei no Cabeça de Bode, com toda certeza, e com muita satisfação.
Abração.